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Apresentação
Apresentar a terceira edição
de
implica ressaltar duas constatações: a primeira é
que seu formato permite, a cada número, apostar num experimento
e assim trazer, para seus leitores, uma contribuição especial.
Neste caso, trata-se da seção Tradução,
com um texto de Tim Ingold que não só consentiu que
um capitulo de seu livro The Perception of the Environement: Essays
in Livelihood, dwelling and skill pudesse ser acessado entre nós,
de forma mais ampla, como, ademais, gentilmente, enviou uma introdução
inédita. Ambos os textos podem ser apreciados nesta edição
graças ao esforço de uma equipe do NAU que encarou o desafio
de passar para o português as sutilezas de Stop, look, Listen!
Vision, hearing and human moviment. A segunda constatação
pode ser aferida pelo conjunto formado pelos artigos que compõem
este número: trata-se de uma revista que se consolida como um espaço
voltado à difusão e discussão de
trabalhos, ensaios, resultados parciais de pesquisas e propostas teórico-metodológicas,
não apenas de Antropologia Urbana, como de outras áreas
para as quais abre um espaço de diálogo. Comprovam essa percepção
a alentada discussão sobre etnografia desenvolvida no artigo de
Marcio Goldman e no de Edlaine de Campos Gomes & Rachel Aisengart Menezes,
assim como a aplicação que Carmen Silvia Fullin faz do método
etnográfico no campo das práticas jurídicas,
tanto quanto a de Guilherme Francisco Waterloo Radomsky, num recorte bem
delimitado, em Porto Alegre, sobre um particular sistema de trocas. Na
mesma direção apontam os artigos de Mauricio
Basic Olic, Antonio Mauricio Dias da Costa e Omar Borrás
Tissoni que em comum têm como tema práticas de lazer
no cenário urbano – em São Paulo, Belém e Barcelona.
É de uma arquiteta a contribuição para a seção
Cir-kula,
enquanto em Graduação em Campo dois grupos de alunos
comparecem com os trabalhos que foram apresentados no evento que
empresta o nome a essa seção, no ano de 2007. A entrevista concedida a Lilian de Lucca Torres por
Antonio Augusto Arantes, professor aposentado da UNICAMP, traça
a rica trajetória de um antropólogo que vem contribuindo
não só para a reflexão conceitual e metodológica
no campo do patrimônio cultural como, também, pela implementação
de políticas públicas em fóruns e institutos
de preservação nacionais e internacionais. Uma Etnotícia
– sobre o parkour no parque do Ibirapuera – e duas resenhas fecham
o terceiro número que, a exemplo dos anteriores, procura diversificar
o diálogo por meio da contribuição de autores de diferentes
instituições e regiões do país e, também,
do exterior.
Pela comissão
Editorial
Coordenador 
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