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Ano 2, Versão 3.0,  julho de 2008

 
  

 
 
 
 
 
 
 
 

 


 
 

Apresentação
 

Apresentar a terceira edição de   implica ressaltar duas constatações: a primeira é que seu formato permite, a cada número, apostar num  experimento e assim trazer, para seus leitores, uma contribuição especial. Neste caso, trata-se da seção Tradução, com um texto de Tim Ingold  que não só consentiu que um capitulo de seu livro The Perception of the Environement: Essays in Livelihood, dwelling and skill pudesse ser acessado entre nós, de forma mais ampla, como, ademais, gentilmente,  enviou uma introdução inédita. Ambos os textos podem ser apreciados nesta edição graças ao esforço de uma equipe do NAU que encarou o desafio de passar para o português as sutilezas de Stop, look, Listen! Vision, hearing and human moviment. A segunda  constatação pode ser aferida pelo conjunto formado pelos artigos que compõem este número: trata-se de uma revista que se consolida como um espaço voltado  à  difusão  e discussão de trabalhos, ensaios, resultados parciais de pesquisas e propostas teórico-metodológicas, não apenas de Antropologia Urbana, como de outras  áreas para as quais abre um espaço de diálogo. Comprovam essa percepção a alentada discussão sobre etnografia desenvolvida no artigo de Marcio Goldman e no de Edlaine de Campos Gomes & Rachel Aisengart Menezes, assim como a aplicação que Carmen Silvia Fullin faz do método etnográfico no campo das práticas jurídicas,  tanto quanto a de Guilherme Francisco Waterloo Radomsky, num recorte bem delimitado, em Porto Alegre, sobre um particular sistema de trocas. Na mesma direção apontam  os artigos de  Mauricio Basic Olic, Antonio Mauricio Dias da Costa  e Omar Borrás Tissoni que em comum têm como tema  práticas de lazer no cenário urbano – em São Paulo, Belém e Barcelona. É de uma arquiteta a contribuição para a seção Cir-kula, enquanto em Graduação em Campo dois grupos de alunos comparecem com os  trabalhos que foram apresentados no evento que empresta o nome  a essa seção, no ano de 2007. A entrevista concedida a Lilian de Lucca Torres por Antonio Augusto Arantes, professor aposentado da UNICAMP, traça a rica trajetória de um antropólogo que vem contribuindo não só para a reflexão conceitual e metodológica no campo do patrimônio cultural como, também, pela implementação de políticas públicas em fóruns e  institutos  de preservação nacionais e internacionais. Uma Etnotícia – sobre o parkour no parque do Ibirapuera – e duas resenhas fecham o terceiro número que, a exemplo dos anteriores, procura diversificar o diálogo por meio da contribuição de autores de diferentes instituições e regiões do país e, também, do exterior.

 
 
 

Pela comissão Editorial 
José Guilherme Cantor Magnani
Coordenador 
On-line desde setembro de 2008.
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