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Ano 2, Versão 2.0, fevereiro de 2008

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

O samba na “quebrada” do  Bexiga  e do Parque Peruche
Alessandro Dozena e Márcio Michalczuk Marcelino
Geografia - USP 
 
 
 
“O poeta falou 
que São Paulo enterrou o samba, 
que não tinha gente bamba e eu não entendi por quê. 
Fui à Barra Funda, fui lá no Bexiga, fui lá na Nenê. 
Me perdoa poeta, mas discordo de você”
(Me perdoa poeta  - Leci Brandão)
A alcunha chistosa de “túmulo do samba” dada a São Paulo por Vinícius de Moraes e depois reafirmada por Caetano Veloso na música Sampa, apontava a vocação da cidade para o trabalho, em oposição à realidade dionisíaca do Rio de Janeiro, que seria o “berço do samba nacional” . Esta afirmação se popularizou , fazendo com que vários compositores e intérpretes – dentre eles a cantora e compositora Leci Brandão - buscassem resgatar a importância do carnaval e do samba aqui realizados. Interessante notar que para Viana (1995), não houve em São Paulo um movimento para a divulgação ou nacionalização do samba paulista, como o que ocorreu com o samba carioca a partir dos anos 30. Em nossa opinião, deve ser considerado o fato do Rio de Janeiro ter sido a capital do país por um longo período; o que lhe proporcionou maior visibilidade. 
A partir do material recolhido durante a etnografia realizada nas escolas de samba Vai-Vai e Unidos do Peruche, no período anterior à realização do carnaval de 2007 (agosto a janeiro), agrupamos elementos que se direcionam para a diversidade dos participantes do mundo do samba, que se transmuda em distintas representações e discursos, impregnados de um valor histórico a respeito da importância do samba na conformação dos bairros da Bela Vista e Parque Peruche. 

Buscando analisar a variedade de significados a respeito da importância do samba para os bairros, e vice-versa, isto é, dos bairros para o samba, optamos pela utilização das categorias “do pedaço” (Magnani, 1998, 2000, 2002) e “de fora” (Magnani, 1984) para se referir aos participantes do “mundo do samba”; por balizar os costumes, as atitudes e também as representações deles. Ser “da Peruche” ou da “Vai-Vai” expressa para a maioria das pessoas um forte sentimento de pertencimento à escola de samba e ao lugar; sentimento de “donos do pedaço”, proveniente de sua descendência de antigos moradores de lugares específicos, que guardam idiossincrasias. 

A escolha desses recortes se justifica por serem áreas tradicionais de samba na cidade de São Paulo. O Parque Peruche encerra um importante destaque na presença de escolas de samba e blocos carnavalescos. Além disso, nossa afinidade com a comunidade local facilitou o contato com os moradores durante a realização do exercício etnográfico. No caso da Vai-Vai, a escolha foi feita em virtude de ser uma das mais tradicionais escolas de samba da cidade, localizada em um dos “berços” do samba paulistano - o bairro do Bexiga; além de ter um caráter “cosmopolita”, pois congrega freqüentadores dos vários pontos da cidade. 

Utilizando-se de observação direta e entrevistas abertas, e, dentro das  oportunidades de convivência com os sambistas e moradores, iniciamos a aproximação com os moradores do Parque Peruche e com os freqüentadores da escola de samba Vai-Vai, bem como a coleta de informações para a nossa investigação. 

Gradualmente, as delimitações de algumas idéias foram se configurando, o que possibilitou refletir sobre as relações e a dinâmica da vida nos dois bairros. Assim, foram basilares além dos depoimentos, a observação de fatos do dia a dia e o ingresso nos bastidores do mundo do samba por meio da participação em festas, ensaios de bateria e eventos de samba promovidos pela comunidade local. Sem isso, dificilmente algumas informações dessas comunidades poderiam ser obtidas. 

Neste sentido, o que esses grupos valorizam e procuram resguardar são as relações sociais centradas na sociabilidade, cujo referencial é a suposta solidariedade que existia “quando São Paulo era da gente...”. Neste contexto, os eventos de samba realizados nas quadras das escolas surgem com grande distinção, pois são os momentos de expressão e manifestação dessas relações; quando então é factível voltar e se apropriar das ruas do bairro ou de alguns espaços públicos. Acreditamos que esta seja uma das normas de entrada no “mundo do samba”, pois são nestes eventos de caráter público que se admitem os “de fora”. 

Nessa medida, não faz parte das normas que orientam a conduta dos sambistas o valor da individualidade. A história que entremeia sua organização social é uma história de trocas e auxílios, embora existam rivalidades e individualismos principalmente envolvendo a disputa no desfile realizado no Sambódromo.

Além disso, durante a pesquisa de campo, as palavras que muito ouvimos para designar a sociabilidade foram “irmandade” e “família”. O “ser sambista”, apesar das exclusividades procedentes seja da condição de renda, cor, faixa etária ou de expectativas de vida diferentes relacionadas à própria história de vida de cada um, traduz-se na preservação da identificação desse grupo frente às modificações pela qual a sociedade paulistana passou. Assim, o processo de metropolização trouxe mudanças: entrada de novos segmentos populacionais, constituição de novos bairros pela especulação imobiliária e alterações em sua formação social. Este “ser sambista” é quem por oposição, define então o outro: “o estranho”, o “de fora”, o “turista”, o “chegado”, o “irmão”. 

Para a maior parte dos moradores do Parque Peruche e da Bela Vista, o samba existe e tem importância enquanto “cultura tradicional”. Entretanto, é importante destacar que para alguns deles, as escolas de samba são redutos de marginais que ameaçam a integridade da população local. Este é o caso de uma parte da vizinhança do bairro da Bela Vista, que está recorrendo à Justiça para fechar a quadra da Vai-Vai, por se sentirem incomodados com a interdição das ruas próximas na época do carnaval. Assim, por exemplo, alguns dos vizinhos da Escola de Samba Vai-Vai cobram do poder público a retirada imediata desta do bairro da Bela Vista, desprezando o fato de que a representação da própria escola de samba está plasmada no bairro. O samba, enquanto manifestação cultural histórica, não tem aparência para este grupo que, mesmo morando no bairro onde os eventos de samba acontecem, pode ser considerado como “de fora”. Neste sentido, apesar da ampla defesa dos diretores da escola quanto à importância de se preservar a tradição do samba no bairro, muitos proprietários se opôem à permanência da mesma. A fala de um dos proprietários: "quando você morar perto de uma escola de samba vai entender o que eu estou falando", comprova que a casa é o território do privado e que aí não se aceitam intervenções nem incômodos. 

Outro dado interessante observado durante a pesquisa de campo foi em relação a algumas pessoas que vêm procurando nas escolas de samba um espaço de diversão, principalmente nos finais de semana, durante os ensaios pré-carnavalescos. A valorização do estilo musical “samba de raiz” ganhou espaço na mídia em virtude do valor comercial que passou a ter. Isto foi ajudado pelo fenômeno de vendas de compact disc (CDs) nos últimos anos, principalmente devido ao sucesso de artistas como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Dudu Nobre. Assim, também nas escolas de samba, muitos querem ouvir e valorizar o “tradicional”. Este “samba de raiz” está evidente em modelos ditados pela indústria cultural, modismo constituído e articulado por apropriações de noções superficiais e supérfluas do samba.

Pelo visto, o que está em questão é a apropriação do samba e o modo pelo qual ela se dá. Por um lado, temos os sambistas cuja identidade está atrelada à prática social e à história familiar, opondo-se muitas vezes às mudanças impostas pela indústria cultural e do carnaval, cuja modificação é associada ao enfraquecimento de seu próprio universo. Este fato se torna evidente no depoimento de Seu Carlão, presidente de honra da Unidos do Peruche, que enfático afirma: “O que temos hoje é desfile, não mais carnaval”.

Para esse grupo o carnaval não tem importância isoladamente, faz parte do todo e não é o acontecimento mais significativo, pois não vê essa festa como antes. Ainda para esse grupo, o carnaval adquire sentido enquanto vinculado a outros eventos que acontecem durante o ano todo e potencializam o encontro

Por outro lado, os “de fora” que só aparecem nos meses que antecedem o carnaval, pagam as suas fantasias e têm acesso à escola. Valorizam a escola de samba, mas sem os mesmos critérios dos membros permanentes, repletos de sentimentos de pertencimento ao lugar (embora nem sempre os membros da comunidade morem no bairro). Muitas atitudes se mostram contraditórias pelos próprios dirigentes das escolas, já impregnados da preocupação norteadora ditada pela lógica do lucro, e que em muitas ocasiões desprezam os significados projetados por muitos em sua incorporação ao conjunto social da escola de samba e do bairro em que vivem. 

Desse modo, em meio às mudanças que ocorreram e ainda ocorrem na lógica interna de funcionamento das escolas de samba, é possível identificar pessoas e até famílias inteiras que estão se afastando das escolas de samba por não mais concordarem com os direcionamentos tomados ou por não terem condições financeiras de continuarem participando dos desfiles carnavalescos. 

Seguindo a proposta da descrição densa (Geertz, 1973), foi dada muita liberdade aos entrevistados, para que se sentissem à vontade para expor suas opiniões, vivências e pontos de vista. Esse “deixar o outro à vontade”, intensamente ligado à idéia de realizar entrevistas abertas com alguma base previamente formulada, mas sem a utilização de questionários fixos, restritos e delimitados, retoma de certa maneira o “método geertziano” da descrição densa; no qual trabalha com a descrição interpretativa das manifestações culturais, desvendando as teias de significados tecidas pelos distintos atores sociais.
 
 
 

O samba na “quebrada” do Parque Peruche
 
 

“Nem reis, nem barões comprarão a consciência de quem faz arder a chama da resistência” (Nei Lopes)

“Quebrada” é um termo comumente empregado pelos sambistas, referindo-se ao lugar de convivência do bairro onde as pessoas estão ou ficam à vontade; semelhantemente àquilo que o antropólogo José Guilherme  Magnani  classificou como sendo o “pedaço”, 
O espaço intermediário entre o privado (a casa) e o público, onde se desenvolve uma sociabilidade básica, mais ampla que a fundada nos laços familiares, porém mais densa, significativa e estável que as relações formais e individualizadas impostas pela sociedade (Magnani, 1998, p. 116).

A zona norte de São Paulo possui um grande número de escolas de samba da cidade, com destaque para aquelas que fazem parte do grupo especial da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, que controla a “elite” do carnaval de São  Paulo. Podemos citar: Unidos do Peruche, Rosas de Ouro, Mocidade Alegre, Império de Casa Verde, Unidos de Vila Maria, X9 Paulistana; sem contar tantas outras que não estão nesta classificação  da Liga, mas  fazem parte do samba paulistano.

Demarcando-se inicialmente uma área a ser pesquisada - o Parque Peruche na zona norte da cidade - observamos grupos diversos e os diferentes significados atribuídos ao samba, ao cotidiano e à memória do bairro e de seus familiares. Desde os primeiros contatos e entrevistas foi constatada a divisão dessa população entre os que são da “quebrada” ou seja, “do pedaço”; e os que não são: na maioria pessoas de outras regiões e que não residem por ali. 

Iniciamos com uma questão genérica acerca do interesse em conhecer um pouco da história do samba no bairro. Em seguida solicitávamos que nos contassem o que sabiam sobre a história do samba naquele lugar. 

Pouco a pouco fomos constatando que, para os mais velhos, falar do bairro tinha o sentido de restauração da memória afetiva fundada nas festas comunitárias e nas relações familiares. Ao reconstituir a memória de alguns sambistas, mostravam-se as relações entre os grupos e as escolas de samba no cotidiano da cidade. Entranhados no passado, iam ao longo das conversas nos fazendo entender um pouco da história do bairro e da cidade. Assim, o Parque Peruche mostrou-se como importante locus de produção de samba e de esperança, apto a aglutinar pessoas e tecer seus cotidianos: 
 

Eu não consigo imaginar o bairro sem a escola de samba Unidos do Peruche. Sem ela, o bairro ficaria vazio (José)
A raiz da escola está neste lugar. Para nós é gratificante ter uma escola de samba num bairro como esse (Dona Ana) 


Repletos de estima pelo passado e por sua história, dão mérito às suas características de “pessoas da área”. Embora o bairro tenha mudado muito com o passar dos anos, ainda manifesta a tradição do samba conduzido de geração em geração, atuando como “cimento social”: 
 

Samba é coisa que está no sangue. Uma vez que você entra não sai mais, não tem jeito. Aqui é uma família, todo mundo se conhece desde pequeno. Eu moro aqui no Parque Peruche desde quando nasci. Quem fundou a escola foram meus familiares. A Unidos do Peruche é o meu segundo coração. (Carlos)


Com o passar dos anos, a intensa urbanização no bairro gerou forte aumento populacional e fez com que essa realidade “de bairro” passasse por transformações muito expressivas. Assim, surgiram mais duas escolas de samba: a Morro da Casa Verde em 1962 e a Império de Casa Verde em 1995, além da Unidos do Peruche que já existia desde 1956:
 

Com o crescimento populacional, surgem o Morro da Casa Verde e a Império de Casa Verde, frutos de um mesmo ideal, embora com interesses diferenciados (Valter).


Essas sensações concernentes aos interesses diferenciados de cada escola evidenciam-se, principalmente, em decorrência da competição no Sambódromo entre as duas escolas do Grupo Especial: a Império de Casa Verde e a Unidos do Peruche (esta última rebaixada no carnaval 2007). 
 

A Império de Casa Verde possui uma dinâmica diferenciada de política interna em relação a Unidos do Peruche e Morro da Casa Verde, pois o problema dinheiro nunca fez parte das suas dificuldades. Sua quadra para ensaios é um verdadeiro castelo imperial, com colunas romanas estereotipadas nas suas laterais da entrada e um enorme tigre ao centro. Ali existe um importante poder paralelo que extrapola o mundo do samba (Valter). 


Por outro lado, existe um discurso de pertencimento ao lugar, mesmo entre as pessoas que freqüentam escolas distintas. É esse o discurso preponderante que manifestado pelos moradores do bairro caracteriza profundamente os “de dentro”, não importando a condição sócio-econômica ou a faixa etária em que se encontrem. Para a maioria, a idéia de irmandade é um elemento forte presente no cotidiano, nos encontros, no lugar: 
 

Embora existam rivalidades entre as escolas, o discurso da irmandade prevalece. O conflito se expõe na apuração, mas, no geral, existe uma camaradagem muito grande. Em alguns casos, ocorre o auxílio financeiro para a escola poder desfilar e até o empréstimo de peças de bateria (Tiarajú).


Há, nesse discurso, algumas particularidades que merecem destaque, sobretudo no tocante às irmandades religiosas presentes em São Paulo no início do século XX. Este período é marcado por restrições intensas com relação à prática religiosa, sendo as irmandades a grande saída encontrada para a resistência da religiosidade atrelada ao candomblé que, no começo do século, passa a incorporar mais intensamente algumas mudanças provenientes das pressões impostas pela Igreja Católica, desde aquela época representante da religião oficial. Como questão de sobrevivência, muitos negros tiveram que se associar para poder ter maior força na consolidação de sua resistência, diante da espoliação imposta: 
 

Além das atividades religiosas que se traduziam na organização de procissões, festas, coroações de reis e rainhas, as irmandades também exerciam atribuições de caráter social como: ajuda aos necessitados, assistência aos doentes, concessão de dotes, visita aos prisioneiros, proteção contra os maus tratos dos senhores e ajuda para a compra da carta de alforria. A mais famosa dentre as inúmeras irmandades de pretos é a de Nossa Senhora do Rosário. Desde os séculos XV e XVI era sob essa invocação que em Portugal se congregavam os homens negros (Quintão, 2002, p. 75). 


Ainda hoje, muitos negros buscam se associar para restabelecer a identificação perdida na grande cidade, invocando-se a posição de descendentes de famílias escravizadas, sobretudo nas fazendas de café. Recuperar na memória a história do bairro onde passaram a infância e a juventude através da comparação com os avós e bisavós, significa reaver as suas próprias histórias que, apesar de diferentes, vêm impregnadas das heranças culturais referentes ao ser negro no Brasil. 
 

Todo mundo se junta, todo mundo participa, busca formas de manter a escola de samba. Aqui somos todos irmãos, seja na cor da pele, seja nos sentimentos (Carlos).


No “pedaço” do Parque Peruche, existe uma busca pelos que são iguais,  intricando uma rede de relações que combina laços de parentesco, vizinhança, procedência e vínculos; definidos por participação em atividades comunitárias e desportivas, que se remete a uma série de códigos e permite identificar quem é e quem não é “pedaço”. 

Durante todo o tempo que estivemos em campo pudemos observar, seja através das conversas com moradores ou dos eventos de que participamos, a importância dos eventos patrocinados pelas escolas de samba, com destaque para os jogos de futebol: 
 

No Parque Peruche, as pessoas se identificam muito com o futebol e tem nele um importante meio de sociabilidade. Desde o início do bairro, isto acontece. Apesar de existirem alguns times de futebol tradicionais (Ponte Preta do Parque Peruche, Cruz da Esperança, Dragões) é na atualidade o time de futebol de salão “Memo-Memo” o que mais empolga os “peruchenses”. Apesar de novo (fundado em 2001), já se sagrou campeão paulista de futebol de salão e arrasta uma enorme torcida do bairro, com muito batuque por onde quer que vá jogar. Curiosamente, na manga da camisa do uniforme do time há uma bandeira do Parque Peruche, escolhida pelos moradores na primeira vez em que se comemorou o aniversário do bairro (Valter).
Esta presença das batucadas nos jogos de futebol também é lembrada por Osvaldinho da Cuíca, importante sambista da cidade de São Paulo, ao comentar sobre a formação do cordão carnavalesco Cai-Cai, que depois mudou seu nome para Vai-Vai; ainda na década de 1920. 
 
Antigamente se ia batucar no campo de futebol, fazendo som com instrumentos improvisados até a noite (Osvaldinho da Cuíca)


A prática do futebol propicia a sociabilidade entre pessoas de outras localidades e dos mais distintos segmentos sociais. Nos encontros, muitas trocas se realizam e novos convites para partidas são feitos. Esta associação entre a fundação de escolas de samba e a prática do futebol é verificada em outros casos, como no da Escola de Samba Rosas de Ouro:
 

A Rosas de Ouro se originou do time de futebol Glorioso, a partir da reunião de pessoas como nós que acompanhávamos a batucada durante e depois da partida (Maria Helena Brito).


Segundo a perspectiva do grupo de pessoas entrevistadas, a presença das escolas de samba permite a criação de valores identitários comuns. Para esse grupo, a noção de pertencimento vem atrelada ao imaginário relacionado com a formação do próprio bairro:
 

Eu desfilo na escola do bairro onde eu nasci, onde eu cresci, onde eu acompanho desde pequena. Então eu posso falar que é a escola do meu coração (Ana). 
On-line desde fevereiro de 2008.
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