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NAU Migração

O grupo iniciou suas atividades no final de 2009 e agrega pesquisadores que vão da graduação a pós-graduação (mestrado e doutorado). O tema de pesquisa inicial envolvia aspectos relativos aos descendentes de imigrantes japoneses vindos ao Brasil – nikkeis – e ao movimento dekassegui – nikkeis de até terceira geração (sanseis) ou cônjuges de nikkeis sanseis que emigram rumo ao Japão para trabalhar, principalmente, no setor secundário da escala produtiva.
Contudo, ao longo de 2010, o grupo agregou outros pesquisadores cujos trabalhos ampliaram o leque temático: ao invés de ser um grupo focado no tema nikkei/dekassegui, ao longo daquele ano, o grupo discutiu temas referentes às migrações contemporâneas na cidade de São Paulo. Pesquisas como os dos chineses que vendem seus produtos na Rua 25 de Março ou os bolivianos que trabalham em tecelagens forneceram novas abordagens e perspectivas acerca do fenômeno migratório, fortalecendo o debate teórico do grupo.
Durante o primeiro semestre de 2011, o NAU Migração deu mais passo e realizou pesquisa encomendada pelo Instituto da Arte do Futebol Brasileiro, que, na época, estava na gestão de transição do Museu da Imigração. O Museu da Imigração (antigo Memorial do Imigrante, situado no bairro da Móoca/Brás) passava por uma reforma estrutural para modernizar a disposição do acervo a fim de transformar o conteúdo programático em algo mais atraente para o público. Nos moldes do Museu do Futebol e do Museu da Língua Portuguesa, o Museu da Imigração sofreria transformações profundas, tanto na parte expositiva quanto em sua interação com o público. As migrações contemporâneas, por exemplo, receberiam espaço nas exposições, algo que não havia na antiga disposição.
Tendo em vista a nova abordagem, o grupo foi contratado para etnografar e mapear diversas áreas que circundam o museu. A ideia era apreender o que os moradores, trabalhadores, estudantes e transeuntes locais sentiam em relação ao equipamento e qual o seu envolvimento, se é que havia algum. Através da etnografia foi possível coletar diversas propostas dos agentes locais e descobrir um “universo” naquela região: o bairro da Móoca/Brás agrega diversos perfis sociais; inclusive étnicos, devido a forte presença de bolivianos, coreanos e angolanos.
A perspectiva do grupo é ampliar cada vez mais os horizontes das pesquisas a fim de se obter maior compreensão do fenômeno migratório na metrópole, não se restringindo ao tema nikkei/dekassegui, embora eles sejam objeto dos pesquisadores ativos no grupo. Ao longo desses anos, o grupo recebeu a visita de diversos pesquisadores de universidades estrangeiros e de outros estados brasileiros, fortalecendo os elos entre os pesquisadores.

Pesquisadores:

Alvaro Katsuaki Kanasiro

Ana Luisa Campanha Nakamoto

Gustavo Takeshy Taniguti

Karina Satomi Matsumoto

Samara Konno

Thiago Haruo Santos

 

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Gustavo T. Santos