|
|||||||||
| Mo | Tu | We | Th | Fr | Sa | Su | |||
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | |||||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | |||
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | |||
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | |||
| 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | |||||
Calendar by Kieran O'Shea
A proposta desse grupo de estudo das cidades e das práticas culturais que ocorrem no contexto urbano é voltar-se para as múltiplas relações que se estabelecem no e com o espaço urbano. Entende-se a cidade como um lugar fundamental de trocas e de estabelecimento de vínculos sociais na contemporaneidade. Por isso, considera-se relevante refletir sobre como os múltiplos atores sociais urbanos agenciam dinâmicas em conformidade ou em desacordo com as grandes lógicas estabelecidas pelos dispositivos de poder. Dinâmicas essas que estão constantemente a redefinir a própria ideia do urbano. No caso específico das cidades brasileiras, a dimensão centro e periferia apresentou-se por muito tempo como um ponto de partida importante para se entender a especificidade das relações sociais urbanas. Muito discutida entre os anos 1970 e 1980 pela antropologia urbana brasileira, essa dicotomia é, atualmente, muito questionada como categoria de análise válida para entender as cidades contemporâneas. Há múltiplas periferias e múltiplos centros. Em uma cidade como São Paulo, por exemplo, é possível falar de múltiplas centralidades, mas também múltiplas centralidades periféricas, bem como não se pode desprezar o que alguns especialistas apontam como processos de periferização do centro. Contudo, assim como acontece com o conceito de cultura ou de identidades culturais, a noção de periferia também tem sido tomada como objeto de reflexão pelos próprios atores. Nesse processo, passa a não ser vista apenas como local geográfico da pobreza, estigma ou marca de carência, mas também como sinal de pertencimento, afirmação de identidades positivas e de mobilizações políticas que transcendem a referência espacial. Desse modo, a proposta desse grupo é colocar em relação diferentes pesquisas que apontem para os pedaços, quebradas, circuitos, redes, trajetos, pontos de encontro e de confronto estabelecidos por múltiplos atores que criam cotidianamente novas configurações sociais.
Membros:
Alexandre Barbosa Pereira (UNIFESP)
Lilian de Lucca (Doutoranda/PPGAS – USP)
Gilberto Geribola Moreno (Doutorando – FE/USP)
Craig Schuetze (University of California, Santa Cruz)
Desenvolvido em Wordpress
Gustavo T. Santos